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FELIZ 2012!!!

Feliz 2012

Feliz 2012

“Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.”
Carlos Drummond de Andrade

Governança de Riscos

Governança de Riscos

Governança de Riscos

Gerenciamento de Riscos é um dos assuntos mais quentes do momento. Não apenas por causa da crise econômico-financeira mundial que vem se estendendo desde 2008, mas também do ponto de vista do gerenciamento de projetos, programas e portfólio.

 Podemos separar os riscos de um projeto, simplificadamente, em duas categorias:

  • Execução: riscos relacionados ao gerenciamento do projeto durante o seu ciclo de vida.
  • Resultado: riscos relacionados ao resultado do projeto.

Os riscos de gerenciamento do projeto são nossos velhos conhecidos: atraso, qualidade, gastos, comunicação e outros. Embora conhecidos, não são tratados adequadamente. Pesquisas apontam que 90% dos GPs subestimam o tamanho ou a complexidade dos projetos que gerenciam [Robbins-Gioia, 1999]. Consequentemente, a capacidade gerencial e de execução precisa ser analisada:

  1. O planejamento é adequado?
  2. As estimativas são confiáveis?
  3. Os riscos associados aos pacotes de trabalho, tarefas, recursos e outros aspectos do projeto foram identificados e analisados?
  4. Somos capazes de executar o projeto? (Competência Técnica)

            Não bastando os riscos de (ou falta de) gerenciamento do projeto, existem ainda os riscos inerentes ao resultado exclusivo, produto ou serviço. Todo projeto e seu resultado devem ter seus riscos analisados do ponto de vista do negócio. Ou seja, deve-se responder às seguintes perguntas:

  1. Se o projeto ou produto falharem, minha empresa (negócio) será prejudicado? Em caso positivo, qual o impacto?
  2. Se o projeto ou produto falharem, é possível corrigir?
  3. Minha empresa sobreviverá? Qual o tempo necessário para reverter?

Portanto, não basta apenas identificar, analisar e responder aos riscos técnico-gerenciais internos ao projeto. Essa abordagem míope leva ao chamado ótimo-local, isto é, o ponto ótimo do ponto de vista interno do projeto. É isso que os gerentes de projeto comumente buscam. Porém, o ótimo-local pode não ser, e na maioria das vezes não é, o ponto ótimo-global.

Fonte da Imagem: sustentabilidade.allianz.com.br

Fonte da Imagem: sustentabilidade.allianz.com.br

Sem entrar nas minúcias matemáticas, a soma de ótimos-locais não resulta em um ótimo-global. Desta forma, quando os gerentes de projetos procuram maximizar os resultados de seus projetos, podem estar destruindo, não adicionando, valor ao negócio. Ou seja, algumas abordagens de gerenciamento dos riscos criam mais riscos [Matts & Maassen, 2011].

A solução para o referido problema é a governança. Em nossa discussão sobre gerenciamento de riscos, precisamos de uma governança de riscos. Embora o PMI estabeleça o termo governança de riscos em The Practice Standard for Risk Management, não se trata de um padrão completo. Existem outros padrões variados e alguns específicos para determinadas áreas, tais como ISO 31000 e COSO.

A governança corporativa de riscos compreende ainda:

  • identificar padrões e políticas de gerenciamento de riscos;
  • padronizar políticas e práticas de gerenciamento de riscos;
  • criar métricas para medir a performance do gerenciamento de riscos;
  • monitorar os resultados do gerenciamento de riscos; e,
  • documentar lições aprendidas e realizar melhoria contínua dos processos.

            Concluímos que os gerentes de projetos, bem como os gestores de programas, portfólio e PMO, devem analisar detalhadamente o risco para o negócio trazido pelo projeto. Este risco deve ser entendido do ponto de visto corporativo e do modelo de negócio. Devemos, então, avançar do gerenciamento de riscos interno aos projetos para uma abordagem corporativa.

Perspectivas Econômicas para 2012 III – Conclusões

Não podemos negar que os efeitos da crise na zona do EURO começou a dar as caras por aqui, se transformando em um crise global, assim como a ainda tímida recuperação dos Estados Unidos, como a China mostrando preocupação sobre seu desenvolvimento, são fatores ponderantes para traçar qualquer meta para o ano de 2012. Isso significa dizer que até meados de 2012 o mercado externo continuará volátil e uma nuvem preta ainda pairá por cima dos países do velho continente, entretanto, é muito possível que ainda em 2012 algumas ações já surtam efeito e o céu começe a ficar mais limpo.

Mas em meio a tudo isso veremos ainda uma tragetória de redução da SELIC e pelo menos mais dois pacotes de estímulo na economia por parte dos governo.

Investimentos não faltaram, o programa Minha Casa Minha Vida ainda movimentará muito o mercado da construção cívil, por isso a demanda por profissionais, gerentes de projetos e planejadores da área da construção cívil que já anda escassa, continuará até pelo menos 2015, quando tende se equilibrar.

Assim também veremos empresas em busca de jovens talentos para projeto que envolvem inovação tecnológica, principalmente projetos da WEB que ainda continuará em uma crescente, com muito provável novas fusões. Entretanto, inovações tecnológicas não estarão restritas somente ao comércio eletrônico, o pré-sal e o mercado automobilístico necessitarão muito de mão de obra qualificada e capacidade e experiênte.

Casas Populares

Casas Populares

O pré-sal trás um desafio enorme do tamanho de suas reservas, portanto, equipamentos mais sofisticados e inovadores serão cada vez mais necessários. Mas não se pode deixar para trás a atual produção que ainda necessita de manutenção, por isso, ambos os profissionais serão requisitados.

Outro setor que será fortemente explorado é o automobilístico, que em 2011 perdeu o posto de 4º maior mercado consumidor de carros do planeta para a Índia, entretanto, é muito possível que o posto seja recuperado ultrapassando o Japão, o que ainda não deve ocorrer em 2012, que ainda será um ano para reavaliar suas rotinas e o o seu parque tecnológico que no Brasil é extremamente ultrapassado, novos investimentos deverão ser feitos para produzir carros de maior qualidade, menor consumo e mais baratos.

Para finalizar, continuaremos com um cenário promissor e interessante, mas ainda será um momento de cautela, passaremos os primeiros meses avaliando os impactos da crise porém, o país ainda possui muita munição para diminuir tais efeitos, diferentemente de vários países que estão mais vulneráveis, para isso portanto, será muito necessário que nós profissionais tenhamos foco nos resultados, consigamos entregar nossos projetos dentro do que reza as boas práticas, alinhando os interessantes dos clientes e focando nos resultadores cada vez melhores, principalmente no que diz respeito as empresas brasileiras que estão vulneráveis a concorrência predatória que se verá no Brasil em 2012 e nos próximos anos, algo que nunca fora visto antes. Precisaremos otimizar nosso sistema de gestão interno, aumentar a qualidade de nossos produtos bem como baratea-los. Somente assim, evitando os desperdícios que continuaremos a ter esse crescimento sustentável para ainda algumas gerações.

Referências:

NN Notícias : www.nn.com.br

Blog do Planalto: blog.planalto.gov.br

 

Por: Vitor Vargas

Estratégia, Programa e Portfólio

A gestão do portfólio de projetos tem sido uma preocupação das empresas atualmente. Porém, nem sempre é dado o enfoque correto. Muitas organizações desejam balancear seus projetos e obter eficiência no uso dos recursos. Porém, este não é o único objetivo.

O objetivo principal dos projetos é materializar a estratégia. Os objetivos estratégicos de uma empresa estão relacionados com a missão e visão, uma idéia que conecta a capacidade e expertise da empresa com o posicionamento e cenário que se almeja obter.

Gerenciamento de projetos é o caminho para atingir essa visão (metas e objetivos) por meio da missão, com base nos valores da empresa [Trentim, 2011]. Consequentemente, a gestão eficaz do portfólio é indispensável para converter estratégias de negócios em resultados positivos de negócios.

Projetos para realizar a estratégia
Projetos para realizar a estratégia

A gestão de um programa está baseada em três pilares: gestão de benefícios, gestão de stakeholders e governança de programas. Já a gestão de um portfólio está dividida em governança corporativa de projetos e gerenciamento corporativo de riscos. A governança de programas visa a padronização e controle dos programas e projetos, enquanto a governança corporativa de projetos é mais ampla, compreendendo todos os aspectos de gestão de portfólio, programa e projetos relevantes de uma organização.

Dessa forma, um programa é responsável por materializar os benefícios propostos, devendo para isso coordenar os projetos e recursos pertencentes a ele, bem como as interfaces e dependências internas. É também função do programa lidar com os stakeholders internos e externos de cada projeto e do programa em si.

Já a gestão do portfólio é responsável por selecionar, priorizar e aprovar programas e projetos, alocando recursos para os mesmos. Portanto, o portfólio de projetos reflete o conjunto das iniciativas adotadas pela organização que potencialmente a conduzirão ao alcance dos objetivos e metas estratégicas.

Pirâmide estratégico-operacional
Pirâmide estratégico-operacional

 Portanto, observamos que os conceitos de programa e portfólio apresentam uma visão mais elevada no sentido estratégico-operacional do que os projetos. Programas devem ser direcionados por benefícios a médio prazo. Os portfólios estão relacionados com o suporte aos objetivos estratégicos de longo prazo

  • Programa: conjunto de projetos gerenciados de forma a obter benefícios que não seriam possíveis gerenciando-os individualmente.
  • Portfólio: conjunto de programas e projetos que suportam um objetivo estratégico.

PM Tools – Apresentações

Já incorporado ao calendário oficial de eventos da revista, o PM Tools é um evento que acontece anualmente, e tem como proposta apresentar os principais softwares desenvolvidos para o mercado de gestão de projetos. Neste ano, o evento aconteceu entre os dias 22 e 23 de Agosto, e contou com a presença das empresas: Changepoint, Clarity, Oracle-Primavera, HP-PPM, Microsoft-Project Server, Tasker5, Project Builder, Spider e Service-Now.

Em 2012 a próxima edição acontece novamente em agosto, desta vez nos dias 08 e 09 de Agosto no SENAC-SP de Santo Amaro, enquanto não chega, vocês podem ver e rever as apresentações realizadas na última edição, disponibilizadas abaixo e em nosso canal no SlideShare: www.slideshare.net/mundopmperfil

Oracle

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Spider

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HP

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IBM

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Perspectivas Econômicas para 2012 II – Pré Sal

Plataforma de Extração

Plataforma de Extração

Por: Vitor Vargas

O setor petrolífero continuará sendo a “menina dos olhos” do governo e da economia e segundo o presidente da estatal brasileira (PETROBRAS), José Sergio Gabrielli, durante o Fórum Global de Energia em Nova York, disse esperar que a economia brasileira cresça 5% em 2011, e citou o aumento de 10% no consumo de petróleo no país nos últimos nove meses de 2011, algo que ainda veremos em 2012.

Ainda no setor petrolífero, tivemos ao longo de 2011 uma grande movimentação de empresas, algumas vendendo ativos, outras comprando, algumas querendo maior participação no mercado e outras procurando sócios locais, assim irei citar algumas cifras que aguardam para 2012:

Após vender seus ativos no Brasil para a Maersk Oil por US$ 2,4 bilhões, no fim de 2010, a SK Energy prepara sua volta ao país. A companhia está com planos de retornar ao setor petrolífero brasileiro em breve, buscando a consolidação na área de exploração e produção de petróleo e derivados.

A Rolls-Royce recebeu da Petrobras novos contratos com valor potencial de USD 650 milhões para apoiar as atividades de produção offshore da empresa no Brasil. A companhia fornecerá à estatal 32 turbogeradores com turbinas a gás RB211, incluindo unidades de recuperação de calor, para atender aos requisitos de geração de energia de oito embarcações FPSO (Floating Production, Storage and Offloading) distintas, utilizadas no processamento de hidrocarbonetos e no armazenamento de petróleo.
Esses equipamentos operarão nos campos petrolíferos de Lula e Guará, localizados na área do pré-sal da Bacia de Santos, ao largo do litoral brasileiro e serão entregues em grupos de quatro, sendo que as primeiras unidades estão previstas para entrega no primeiro semestre de 2013. Cada uma das oito plataformas flutuantes (FPSO) serão equipadas com quatro turbogeradores com turbinas a gás. Todos esses projetos já iniciam logo nos primeiros dias de 2012.

Em consonância com a alta demanda interna por petróleo a Petrobras comunicou em 01/12/2011 ao mercado uma nova descoberta de petróleo de boa qualidade – 25° API – durante perfuração do poço 4-BRSA-946C-SPS, informalmente denominado Biguá. O poço está localizado no bloco BM-S-8, em águas ultraprofundas do Pré-Sal da Bacia de Santos, a 270 km de distância da costa do Estado de São Paulo, na área do Plano de Avaliação da Descoberta de Bem-Te-Vi.

A estatal é operadora do consórcio (66%) em parceria com a Shell (20%) e Petrogal Brasil (14%). A participação da Shell foi adquirida pelas companhias Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás Ltda (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (10%), mas a negociação ainda está sujeita à aprovação final pela ANP (Agência Nacional de Petróleo). “A presença de hidrocarbonetos reforça a existência de um sistema petrolífero atuante no pré-sal da área e a continuidade das atividades exploratórias ratifica a confiança do consórcio no potencial do Bloco BM-S-8” declara o CEO da Queiroz Galvão, José Augusto Fernandes.

Essa descoberta e as próximas que certamente virão, só comprovam o potencial do pré-sal e a demanda por mais profissionais especializados em gestão, principalmente no tocante de inovação tecnológica, pois são diversos os desafios em se desenvolver campos que provém óleo do pré-sal. Aliado a essas inovações tecnológicas grandes empresas já começaram a se movimentar e novos anúncios de projetos que possuém inovações tecnológicas estão por vim, como é o caso da Rolls-Royce e a chinesa Bestway Engenharia que comunicaram 01/12/2011 o lançamento de uma variedade de novos projetos para navios energeticamente eficientes, que foram criados pensando nas futuras exigências da indústria mundial de marinha mercante. Os novos projetos de navios altamente eficientes foram produzidos combinando a expertise das duas companhias e contará com avançados sistemas de propulsão Rolls-Royce. Eles são fabricados especificamente para atender as necessidades da marinha mercante, onde as baixas emissões de poluentes e custos operacionais reduzidos são pontos-chave.

As empresas anunciaram esta colaboração há um ano e estes novos projetos são os primeiros produzidos pelas companhias do Joint Project Team. Os tipos de embarcações incluem carregadores de gás natural liquefeito (GNL), porta-contêiner e navios de carga em geral, todos projetados para cumprir e até mesmo superar futuras metas de emissão. A Rolls-Royce recebeu  esta semana da Petrobras novos contratos com valor potencial de USD 650 milhões para apoiar as atividades de produção offshore da empresa no Brasil.
Outro profissional com alta valorização no mercado será aquele com experiência em parcerias internacionais, especializado em fusões, o novo gerente de projetos deverá saber balizar os interesses de ao menos dois clientes que muitas vezes são extremamente distintos e o domínio de uma língua estrangeira será cada vez mais exigida.

E muitos serão os projetos de infra-estrutura, que é ainda sem dúvida o grande problema brasileiro e o funil para uma, ainda maior, aceleração da economia. No seminário realizado pela Shell, em dezembro 2011 no Museu de Artes Modernas (MAM), no Rio de Janeiro, o professor Edmar Luiz Fagundes, do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, apresentou no painel  “O Renascimento de uma tecnologia estratégica”, detalhando como o gás natural liquefeito (GNL) pode ser uma opção viável para os países emergentes. Segundo o professor, o contrato de longo prazo entre transporte de petróleo entre duas companhias é de um ano. No caso do gás natural liquefeito, esses contratos são de mais de 20 anos.

Segundo Marco Antônio Almeida, secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, o governo brasileiro não vê necessidade de uma expansão na malha de gasodutos do país pelo menos nos próximos cinco anos, já que existe capacidade ociosa na malha atual, disse o secretário nesta terça-feira. Pela Lei do Gás, caberá ao governo pesar a oferta e a demanda pelo insumo para delinear onde poderão ser feitos novos dutos. Mas as empresas também poderão apresentar propostas de novos projetos, sujeitos à aprovação do governo. Veremos em 2012 novos contratos sendo negociados bem como modelos de contratação mais modernos alinhados ao cenário atual de demanda.

O Rio de Janeiro continuará sendo em 2012 uma referência para os investidores externos, por isso, ainda em dezembro de 2011 a agência de classificação de risco Fitch atribuiu ao município do Rio de Janeiro o grau de investimento, um ano após classificação idêntica dada pela agência Moody’s. A nota é BBB, em perspectiva estável, a mesma que têm atualmente o País, o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras. (J.Commercio, Rio de Janeiro). O grau de investimento atribuído dá mais credibilidade a região e possibilita que grandes fundos, principalmente os de pensão (onde se localiza grande parte do dinheiro mundial) invista em ativos locais.
Contudo precisamos ter cuidado com a forma que esse dinheiro entra no mercado, pois boa parte dessa quantia não se preocupa com desenvolvimento da região, estão em busca tão somente das altas taxas de juros praticadas, justamente para pagar as dívidas dessas mesmas empresas no exterior, ou seja, boa parte desse dinheiro mal entrará no Brasil.

É esperado ainda um Parque tecnológico, que no dia 8 de dezembro/11, uma delegação do estado de Massachussets (EUA) e alguns executivos da EMC estiveram no Rio de Janeiro para a cerimônia de colocação da pedra fundamental do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento que a EMC vai instalar no Parque Tecnológico da UFRJ na Ilha do Fundão. A EMC está presente em mais de 80 países, mas tem a sede dela em Massachussets.  A EMC quer tornar esse centro de pesquisa num “hub de Inovação” mundial para TI em Pesquisa de “Big Data” em Óleo e Gás. (NN – Redação). Esse é mais um investimento interessante para o país, pois trata-se de desenvolvimento tecnológico.

Presidenta Dilma e Presidente Hugo Chaves

Ao lado do presidente venezuelano Hugo Chávez, presidenta Dilma defende, em Caracas, integração da América Latina para garantir o crescimento econômico dos países da região. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Quando o assunto é américa do sul, os países da américa latina estarão cada vez mais próximos, ainda continuaremos vendo países como Argentina, Venezuela, Chile e Peru com alta expressiva do PIB e o Brasil continuará tendo forte influência, mesmo com o crescimento mais moderado que comparado a esses países.
Foi o que propôs a nossa Presidente, Dilma, no encontro ocorrido entre os países da América Latina em 02/12/11, propondo uma integração ainda maior entre os países.

Ao lado do presidente venezuelano Hugo Chávez, presidenta Dilma defende, em Caracas, integração da América Latina para garantir o crescimento econômico dos países da região. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff defendeu a integração produtiva entre os países da América Latina e do Caribe como forma de enfrentar a crise internacional e assegurar o crescimento econômico da região. Após reunião com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a presidenta afirmou, em Caracas, que aposta na integração como “motor de desenvolvimento”.
“Eu considero que estamos numa outra fase. Nós podemos construir uma integração que seja realmente produtiva e que nos leve ao crescimento das economias e dos nossos povos. E nos leve a um processo que não seja a exploração de um país por outro”, disse.

Segundo Dilma Rousseff, os países da América Latina podem alcançar papel estratégico no cenário internacional não apenas por suas taxas de crescimento elevadas, mas porque substituíram suas teses sobre o desenvolvimento. Citando o economista Celso Furtado, ela lembrou que o verdadeiro caminho para o desenvolvimento é crescer com inclusão social e distribuição de renda.
“Nunca antes tivemos uma oportunidade tão grande para fazer com que este continente tenha uma importância e um papel estratégico no plano internacional. Não só porque, ao contrário de muitos outros países, incluindo os desenvolvidos, somos um continente com taxas de crescimento elevadas em relação aos Estados Unidos e à Europa, mas, sobretudo, porque mudamos nossa concepção de crescimento econômico. Abandonamos a tese de que era possível aos nossos países crescer sem que nossos povos usufruíssem.”
Ainda em dezembro de 2011 tivemos a visita da diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde ao país em busca de mais dinheiro para ajuda dos países endividados da zona do Euro, mesmo tendo saído sem o dinheiro, teve a oportunidade de elogiar o país afirmando que a econômia brasileira é forte e sólida. Realmente isso é bem verdade, temos vários mecanismos que ainda deverão ser usados ao longo de 2012 para diminuir os efeitos da crise. Os profissionais em gestão devem estar atentos a essas medidas, pois poderá ser necessário rever várias estatísticas e alguns gestores deverão de forma rápida colocar em prática alguns dos projetos que ainda não tinha atratividade econômica.

Presidenta Dilma Rousseff recebe, no Palácio do Planalto, a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde. Em discussão, a crise internacional e seus efeitos nos países emergentes. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O nosso ministro da fazenda, Guido Mantega, passou ao longo de 2011 afirmando que o Brasil tem condições para conter os efeitos da crise e temos mesmo
Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, falam no plenário da Câmara sobre as medidas do governo para conter o impacto da crise financeira dos EUA e da Europa. Ao centro, o presidenta da Câmara, Marco Maia. Foto: José Cruz/ABr
Entre os recursos para conter efeitos da crise, Mantega citou a manutenção de um aperto fiscal; a contenção do crescimento dos gastos públicos, com o auxílio de prefeituras e governos estaduais; as reservas internacionais brasileiras, que hoje giram em torno de US$ 347 bilhões; além do mercado interno fortalecido. O ministro lembrou, ainda, da nova política industrial lançada na última semana, o Plano Brasil Maior, como medida para fortalecer a indústria nacional frente à crise global.

Referências:

NN Notícias : www.nn.com.br

Blog do Planalto: blog.planalto.gov.br

 

Por: Vitor Vargas

O Celeiro

O celeiro é um vídeo que se utiliza de um episodio nem tão comum, mas bastante simples para definir o que é um projeto. Uma excelente recomendação para que se possa visualizar com clareza as fases de um projeto, servindo como uma distração, uma forma de rememorar e ainda uma ótima ferramenta para ser usada em treinamentos.

Ganhadores do Prêmio Projeto do Ano

Aconteceu na última terça-feira de novembro a cerimônia de premiação dos melhores projetos de 2011, na sede do Hospital Albert Einstein em São Paulo. Divido nas categorias de melhor projeto acadêmico, melhor projeto inovador e melhor projeto, o prêmio contou com uma banca representada pelas seguintes instituições: FGV-Rio; PMI-RIO; FIA;  PricewaterhouseCoopers;  FGV–SP; Beware Consultoria; IPA Institute;  Universidade Federal do Paraná; Fundação Dom Cabral; APMG-International; Fundação Vanzoline; PMI-DF; PMTECH; Senac-SP; Revista Mundo PM; PMI-SP; Hospital Albert Einstein;  IPMA-Brasil e consultor independente. Garantiando assim a sustentabilidade e amplitude que o prêmio que aumentar a cada ano e agora alcança, a em sua quarta edição.

Dos projetos finalistas, o nível foi execelente , ficando o indicativo de que a gestão de projetos no Brasil tem alcançados níveis de excelência como nunca antes, assim como o forte apontamento de que o crescimento da economia continua pujante. Listando por categorias, os três primeiros de cada categoria foram:

Projeto Acadêmico:

1◦ – Tese de Doutorado defendido por Hélio R. Costa na COPPE-UFRJ

2◦ – Trabalho de Conclusão de Curso realizado por Yuri Camargo na FGV-Rio

3◦ – Tese de Doutorado defendida por Jefferson Anselmo na FEA-USP

Projeto Inovador:

1◦ – Projeto Centro de Orientações Rio  desenvolvido pela IBM

2◦ – Projeto de Implantação de CCPM desenvolvido pela Embraer

3◦ – Projeto Aquapolo desenvolvido pela Odebrecht

Projeto Corporativo:

1◦ – Projeto Refinaria Nordeste desenvolvido pela Petrobrás

2◦ – Projeto Plataforma P56 da Brasfels

3◦ – Projeto Capex ERP da Votorantim Metais

Vejam aqui algumas fotos do prêmio: flickr.com/photos/mundopm/sets/72157628253243783/show/. Para saber mais sobre o prêmio, acesse: blog.mundopm.com.br/2011/11/29/premio-projeto-do-ano/. E aguardem a edição dezembro/janeiro,  com artigos especificos sobre o prêmio.

Enganados pela Viabilidade

Muitas empresas requerem estudos de viabilidade antes de começarem seus projetos. Obviamente, trata-se de uma iniciativa saudável. O problema está na qualidade das estimativas, planejamento e, consequentemente, dos estudos de viabilidade realizados.

Em finanças, basicamente, o retorno de um investimento depende do fluxo de caixa, que são as receitas e desembolsos distribuídos conforme a sua ocorrência no tempo. Existem diversas maneiras de calcular a atratividade de um projeto do ponto de vista financeiro, dentre eles VPL e TIR, ambos dependentes do fluxo de caixa.

Para calcular o valor presente líquido, VPL, utilizamos alguma taxa de desconto, geralmente o custo de capital da empresa, para trazer o fluxo de caixa a valores presentes. Já a taxa interna de retorno de um projeto é aquela que faria com que o VPL fosse zero.

Obter o valor presente líquido ou a taxa interna de retorno não é difícil, desde que tenhamos os valores corretos do fluxo de caixa. O problema está nas estimativas destes fluxos. Antes de aprovar um projeto e mesmo na sua iniciação, é normal observarmos erros da ordem de 200% nas estimativas de prazo e custo. Isso ocorre porque o projeto ainda não foi completamente detalhado e compreendido, o que somente irá ocorrer na fase de planejamento. É fácil imaginar que os estudos de viabilidade financeira iniciais são completamente irreais.

Agora suponha que foi realizado um planejamento mais detalhado e obtivemos que o projeto terá custo de R$2MM e duração de 2 anos. Após a conclusão do projeto, estimamos receitas mensais de R$200k. No estudo de viabilidade, poderíamos determinar que VPLR$16MM e TIR70%. Entretanto, devido a riscos,  problemas de coordenação e outros, caso ocorra um atraso de 6 meses no projeto e isso acarrete um aumento do custo para R$3MM, os números do estudo de viabilidade mudariam drasticamente (VPLR$13MM e TIR50%).

Portanto, mesmo tendo feito um bom planejamento inicial, muitas organizações obtêm estudos de viabilidade que nunca se realizam, que não refletem a realidade. Estudos de viabilidade que não são embasados por um bom planejamento, não consideram os riscos envolvidos no projeto nem a verdadeira capacidade de execução da empresa e da equipe causam desvios na priorização dos projetos. A consequência é prejudicial à gestão do portfólio e aos objetivos estratégicos da empresa.

Imagine que estejamos escolhendo entre dois projetos com base nos seus estudos de viabilidade e indicadores de VPL e TIR. Não havendo consistência na elaboração dos estudos de viabilidade, podemos escolher o projeto com maior VPL e TIR no papel, mas que não irá se realizar. Talvez este projeto se mostre muito pior do que seria o outro projeto que foi eliminado. Sabendo disso, muitos gerentes de projetos “inflacionam” seus estudos de viabilidade para que os indicadores sejam mais favoráveis para a escolha do projeto, o que é um outro problema dos estudos de viabilidade (conflito de interesse).

A solução é utilizar lições aprendidas e histórico de projetos para melhorar as estimativas. Deve ser feito não apenas o acompanhamento do projeto de acordo com as suas linhas de base, mas também comparações entre o planejamento inicial e as alterações no escopo, tempo e custo durante a execução. A materialização dos estudos de viabilidade deve ser um indicador de gestão para a performance dos projetos e de seus gerentes.

Sugerimos, portanto, que o estudo de viabilidade seja comparado com o planos de gerenciamento de projeto e que ambos sejam acompanhados ao longo do ciclo de vida do projeto. Ao final, nas lições aprendidas teremos uma idéia mais realista da capacidade de planejamento e de execução de nossa organização.

Afinal, a empresa mais vulnerável é aquela que acredita ser capaz de realizar coisas das quais ela não é capaz. Parafraseando Sun Tzu, é preciso conhecer a si mesmo, depois ao inimigo.

Perspectivas para 2012 – Parte I

Mercado em 2012

Mercado em 2012

O momento brasileiro é e ainda será nos próximos anos extremamente promissor para os profissionais em gestão de projetos, 2012 reserva um ano de grandes perspectivas em todos os aspectos, construção, serviços e bens de consumo.

As obras para os estádios da copa continuarão a todo vapor, assim como obras para as olimpíadas no Rio. Veremos o mercado automobilístico querendo recuperar o posto de quarto maior consumidor de carros do mundo. E Petrobras, OGX e todas as empresas do setor de petróleo e gás investindo rios de dinheiro para maximizar suas reservas e desenvolver o pré-sal.
Se ainda não bastasse todo esse investimento, veremos o governo brasileiro atuando no mercado ao menos 2 ou 3 vezes em 2012 para continuar a expansão da demanda interna, assim como veremos o Banco Central continuar a sua tragetória de redução da taxa básica de juros da economia (SELIC).

Mas nem tudo são flores, o profissional especializado e capacitado será muito exigido e terá um papel fundamental para assumir essas funções e ainda balisar, trabalhando com o melhor aproveitamento do tripé: Escopo, Tempo e Custo. Sendo a qualidade tendo como papel fundamental para garantir as melhores entregas, maximizando os resultados. (mais…)